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Unimed Cuiabá não paga por serviços prestados e pressiona setor de saúde suplementar

De acordo com o Sindessmat, sindicato que representa o segmento, operadora suprimiu pagamentos entre 30% a 60% às empresas que prestam serviços aos beneficiários do plano, no mês de agosto

O Sindicato dos Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Estado de Mato Grosso (Sindessmat) informa que mesmo após ter protocolado ofício no Ministério Público Estadual do Estado de Mato Grosso (MPE), e enviado documentos à Agência Nacional de Saúde (ANS) alertando os órgãos competentes, o pagamento ainda não foi efetuado e na última quinta-feira (14.10), o Sindessmat enviou novo ofício à ANS, cobrando novamente uma apuração por parte da Agência, para que averigue a conduta da Unimed Cuiabá.

De acordo com o sindicato, a Unimed Cuiabá não realizou o pagamento na data prometida e ainda deve de 30% a 60% dos valores dos serviços realizados no mês de agosto e não há previsão para pagamento. Essas empresas informam que ainda têm a receber em média 50% do total da fatura no mês de agosto, percentuais altíssimos, que desconfiguram totalmente o que poderia ser considerado como uma eventual glosa.

Por ser a maior operadora no mercado de saúde suplementar em Mato Grosso, o não pagamento do valor integral pelos serviços prestados por parte da Unimed Cuiabá gera um impacto financeiro significativo em todo o setor, que pode atingir de forma mais grave o atendimento aos beneficiários.

O sindicato avalia que o cenário é preocupante, e em defesa dos interesses dos seus representados cobra mais urgência na análise do pedido protocolado no dia 05 de outubro, pelo fato de que a rede segue sem receber pelos serviços prestados. É preciso que a ANS averigue as condutas por parte da Unimed Cuiabá, que de forma abusiva se vale do domínio que exerce sobre o mercado de saúde para promover retenção dos pagamentos, o que gera instabilidade e insegurança no mercado de saúde suplementar no Estado de Mato Grosso.

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