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Problema crônico no motor traz prejuízos e dor de cabeça aos proprietários de Amarok

Plataforma www.dieselgate.com.br  possibilita aos proprietários do veículo antecipação dos direitos dos possíveis prejudicados.

“Quem vê cara não vê motor”. “Linda por fora e problemática por dentro”. Estas são afirmações típicas de proprietários e ex-proprietários da Amarok, fabricadas entre 2011 a 2015. Isso porque apresentam um software que pode ter desencadeado uma série de problemas na mecânica do veículo. Este fato gerou dor de cabeça aos donos da pick-up e culminou no escândalo conhecido no mundo todo como Dieselgate. A estimativa é que cerca de 500 mil consumidores foram afetadas pelo problema.

Entre eles está Wandalo Buareto da Silva, de Anápolis (GO). Por ironia do destino, o mecânico de caminhões, é um dos donos de Amarok que teve a infelicidade de ter uma caminhonete com problema. Comprou o veículo em 2013, zero quilômetro. Na época, além do veículo da Volkswagen, adquiriu outra pick-up, de marca diferente. Foi uma felicidade para a família. No entanto, em pouco tempo, a alegria começou a dar espaço ao aborrecimento, transtorno e prejuízo.

Wandalo conta que na primeira viagem com o veículo, de Goiás para a Bahia, com apenas dois mil quilômetros rodados, ficou na estrada. O carro parou e teve que ser rebocado. Como o veículo estava na garantia, foi a própria concessionária quem enviou o guincho para transportar a Amarok à uma oficina na Bahia. “Lá não conseguiram consertar e trouxeram o carro para Anápolis novamente. O motor havia fundido. Arrumaram o veículo. Continuei usando e com oito mil km rodados o motor fundiu pela segunda vez. A concessionária buscou, consertou. Mais dois mil quilômetros foram suficientes para um novo problema e já não estava mais na garantia”, relembra o mecânico ao informar que já gastou mais de R$ 30 mil em consertos, em vários deles a válvula EGR e correia dentada eram substituídas.

Atualmente, o veículo está parado enquanto ele decide se vai vender ou consertar mais uma vez. “Colocar um novo motor, mesmo que usado, vai custar em torno de R$ 60 mil. Tento vender, mas as pessoas querem pagar apenas R$ 40 mil. Não vendo por este valor, pois o preço atual está em cerca de R$ 170 mil. Enquanto não decido o que faço, o carro fica aqui parado, sem motor. Isso já fazem seis meses”, diz, com tom de decepção. “A outra caminhonete que comprei na mesma época nunca apresentou problema”, compara.

“Foi a pior experiência da minha vida”, dispara o mecânico agrícola Daniel Ferreira Gomes, de Silvânia (GO). Ele comprou o veículo (fabricado em 2014) por volta de 2019, e o utilizava para trabalhar, rotina que o faz se deslocar de uma propriedade rural para outra diariamente. “A caminhonete só dava problema, não saía da oficina. Várias peças eram trocadas, entre elas a válvula EGR e correia dentada, e o veículo nunca ficava bom. E foi num desses deslocamentos que fiquei na estrada. Fiquei com ela pouco mais de um ano. O motor fundiu, não aguentei. Consertei e passei pra frente”.

Daniel comprou a Amarok por R$ 85 mil. Conseguiu vender há pouco mais de um ano, pelo mesmo valor. “Tive um gasto de R$ 38 mil que não tenho como reaver. Se tivesse ficado com ela por mais tempo, certamente o prejuízo seria maior. Este foi o pior negócio da minha vida”, desabafa.

Para tentar recuperar uma parte dos gastos, muitos proprietários e ex-proprietários de Amarok recorreram à civictech www.Regera.vc, que assume os riscos e custos e antecipa os direitos dos pequenos e médios consumidores e já possui mais de 2.000 consumidores aderentes a esta causa.

“Entre os cadastrados na plataforma www.dieselgate.com.br 90% gastaram, em média, R$ 14.007,00 com a manutenção do veículo, sendo 66% deste total prejudicados por problemas na válvula EGR; e 75% com a correia dentada. Estes dois itens estão diretamente ligados ao sistema do software fraudador e atingem muitos veículos fabricados entre 2011 e 2015”, afirma Bruno Dollo, CEO da www.Regera.vc .

Caso Dieselgate

A fraude que desencadeou o Dieselgate consistiu na instalação de um software programado para controlar as emissões de óxido de hidrogênio (NOx) do motor EA189 conforme o ambiente de uso da picape Amarok. Em testes em laboratório, o carro soltava menos poluentes, dando à montadora a chancela de órgãos de fiscalização quanto à aderência do veículo à legislação ambiental vigente. Nas ruas, no entanto, o software desligava e a emissão ficava acima do que havia sido mensurado.

A montadora, em uma das ações judiciais, admitiu que usou nos veículos um dispositivo para fraudar o cálculo do nível de emissão de óxido de hidrogênio (Nox) para burlar testes de emissões de poluentes e se enquadrar na legislação. Ocorre que, além dos danos ambientais causados pela fraude, o desempenho do veículo foi prejudicado e os proprietários relataram perda de potência e alta no consumo de combustível, além do sentimento de terem sido enganados.

Por: ÍconePress Assessoria de Imprensa e Agência de Conteúdo
Crédito imagem: Wandalo Buareto da Silva

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