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Justiça autoriza recuperação de grupo do agro que tem dívidas de R$ 58 mi em MT

Conglomerado de Primavera do Leste disse que sofreu com El Niño e com a inadimplência de clientes que adquiriram assessoria no campo e insumos agrícolas.

A juíza da 2ª Vara Cível de Primavera do Leste (236 km de Cuiabá), Patrícia Cristina Moreira, autorizou o processamento da recuperação judicial do conglomerado Grupo BR – formado pelas empresas BR Comércio de Cereais, BR Comércio de Produtos Agrícolas e BR Participações e Investimentos. A organização tem dívidas de R$ 58,2 milhões.

Com a publicação do edital da intimação, ocorrido na última quarta-feira (10), os credores têm até 30 dias para questionar a autorização do processamento de recuperação judicial – e exigir o pagamento de suas dívidas sem a conclusão do processo.

De acordo com informações do processo, a organização iniciou suas atividades no ano de 2008, “com a finalidade de fornecer serviços de análise e diagnóstico de campo aos produtores rurais”. “Consolidando as atividades de assessoria no campo, a empresa passou, em julho de 2014, a fornecer insumos agrícolas aos produtores rurais, fomentando a aquisição de insumos, oferecendo análise e diagnósticos no campo com assistência, consultoria e produtos adequados. Tendo em vista a necessidade de atendimento da demanda de grãos, criaram a empresa BR Cereais e diante da necessidade de administração e controle das políticas internas, criaram a empresa BR Participações”, diz trecho dos autos.

O Grupo BR reclama, no entanto, que desde 2015 vem sofrendo com adversidades climáticas e econômicas, que prejudicaram os negócios. “Diante da necessidade de fornecer mais serviços e produtos, necessitaram captar recursos bancários para o custeio da safra 2015/2016, sofrendo, todavia, prejuízo com a ocorrência do fenômeno El Nino. Em 2017/2018 sofreram com a crise econômica nacional e de decisões políticas, que decorreram maior inadimplência dos clientes, sendo necessário buscar novos recursos bancários e com instituições financeiras”, narra a empresa.

Em 2018, a organização relatou que a inadimplência cresceu ainda mais e que no ano passado já não conseguia mais pagar os seus fornecedores, “o que causou o rompimento de importantes parcerias comerciais”.

Caso os credores não aceitem o plano de recuperação judicial, a Justiça declara a falência da organização, e bloqueia seus bens para o pagamento das dívidas.

Fonte: Folhamax

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